G1.globo.com-07/07/2016: O delegado titular da Divisão de Homicídio da Baixada Fluminense, Giniton Lages, afirmou nesta quinta-feira (7) que os criminosos suspeitos de matar um vigia que saia do cinema com a família em Duque de Caxias eram habilidosos e teriam planejado toda a ação. De acordo com Lages, os suspeitos tinham uma "técnica" e sabiam o que estavam fazendo. Imagens fortes mostram a ação dos suspeitos — um deles tinha a camisa da Polícia Civil.
"Além da notória violência empregada, é uma munição de uso restrito e dá para perceber sim que há uma habilidade ali, há uma técnica ali. Nos parece que, evidentemente, quem está fazendo planejou e sabe bem fazer", afirmou o delegado.
Giniton afirmou ainda que os criminosos realizaram disparos contra o carro mesmo sabendo que no interior do veículo havia uma criança. Um laudo preliminar revelou que pelo menos 14 tiros foram disparados contra as vítimas.
"Infelizmente mais um crime absolutamente violento. As imagens chocam, as imagens impressionam sobre o ponto de vista da energia que se emprega ali. São muitos disparos, inclusive é difícil imaginar que os autores não soubessem que dentro do veículo estava a vítima, sua esposa e uma criança que poderia ter sido atingida".
Criminosos com camisa da polícia
Um vídeo do circuito de segurança do estacionamento mostra que os suspeitos usaram camisas que supostamente seria da Polícia Civil. A Divisão de Homicídios investiga se a roupa era original ou produzida pelos suspeitos. Giniton Lages afirmou nesta quinta-feira (7) que ainda é cedo para dizer se os envolvidos são policiais civis.
"A utilização dessas camisas, que se parecem muito com as camisas usadas nas operações da Polícia Civil. Não é possível ainda saber se essas camisas são originais ou manufaturadas. Evidentemente, não vestuários que chamam a atenção por ser de uma corporação policial, mas a venda dessas camisetas é controlada. Evidentemente que as investigações vão passar por aí. Nós vamos tentar saber aonde foram adquiridas essas camisetas", disse o delegado. "É muito cedo para pontuar que quem está cometendo aquele crime é um policial civil. Evidentemente que só as investigações que poderão dizer isso", completou.
A principal linha de investigação é que o crime seria uma execução. No entanto, a motivação para o assassinato da vítima ainda é desconhecida. "Não dá para afastar que se trata de uma execução. A dinâmica por si só ela grita, ela fala que esse caso é de uma execução clássica. Agora, a motivação está em aberta, abriremos todas as linhas e derrubaremos uma a uma".
A Polícia Civil aguarda a chegada de um profissional especializado para tentar recolher o depoimento da criança que estava dentro do carro no momento do crime. O delegado afirmou que o menor ainda não foi ouvido pela polícia. "Nós aguardamos a chegada de um profissional que nos auxiliará na colheita no termo dessa criança. É um momento bastante difícil e temos que respeitar e conduzir de forma bastante profissional a coleta desse termo de declaração".
Crime na frente de criança
A mulher da vítima foi identificada como Andreia, de 30 anos, foi levada para o Hospital Adão Pereira Nunes.
O crime foi cometido na noite de quarta na frente do filho do casal, de 8 anos, que estava no banco traseiro do veículo e não se feriu. A família voltava do cinema quando foi atacada. Segundo parentes, Denivaldo trabalhava como segurança e a polícia não descarta a possibilidade de execução.
Na manhã desta quinta (7), agentes da Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense realizavam a perícia em um carro roubado que pode ter sido utilizado pelos criminosos. Um distintivo falso da polícia foi encontrado dentro do carro. Policiais também estiveram no local do crime, ouviram testemunhasl.
Um homem de 52 anos foi até a delegacia especializada e afirmou que tinha sido roubado horas antes do episódio. Ele chegava em casa no bairro de Santa Cruz da Serra quando foi abordado por um criminoso.
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| Carro que pode ter sido usado em execução na Baixada é periciado. Foto: Matheus Rodrigues/G1 |
Ao G1, o homem afirmou ainda que a ação dos criminosos foi rápida e que eles já tinham fugido quando a polícia chegou.
"O tiroteio demorou um tempinho legal, teve bastante tiro entre eles. Mais à frente eles foram correndo atrás de um pessoal e teve mais tiroteio. Depois o rapaz tomou o meu carro e não tive mais acesso. Quando a polícia chegou lá, já não tinha mais ninguém", afirmou.
Matheus Rodrigues Do G1 Rio veja também:
















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