Jornal Tribuna Hoje - 06/06/12: Diante do segundo caso de assassinato registrado em escolas da rede pública de ensino de Alagoas - ambos contra vigilantes -, professores e alunos do Estado voltaram a reivindicar mais segurança para a comunidade escolar.
O secretário de Assuntos Jurídicos do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Alagoas (Sinteal), Jailson Lira, enfatizou que a cada ano, embora não haja dados estatísticos para mensurar, muitos professores, servidores e vigilantes têm se afastado das escolas públicas por problemas envolvendo a violência na sala de aula e em seu entorno.
Ele conta que professores com mais tempo de serviço público no Estado têm pedido afastamento das unidades de ensino para tratamento psicológico ou até psiquiátrico. Um dado nacional anunciado na semana passada apontou que mais de um milhão de professores da Atenção Básica desistiram do cargo por medo da violência e por condições ruins de trabalho.
Antes, existiam aproximadamente dois milhões e 300 mil professores somente na Atenção Básica.
“Hoje em dia, professores, merendeiras e vigilantes têm que fazer a política da camaradagem para não serem prejudicados pelos alunos. Ninguém respeita como antes. É como se o professor fosse subordinado ao aluno e não vice e versa. Com o jogo de cintura que muitos professores ainda têm, acabam conquistando o aluno por meio de estratégias e até mesmo pela forma de tratamento, e ganham mesmo a confiança do alunado”, destacou Jailson Lira. O secretário lamentou o episódio envolvendo um vigilante da rede estadual de ensino no último sábado, em Maceió, destacando que segurança sempre está em pauta nas reivindicações do plano de educação nacional e também do Sinteal.
O chefe de serviço do 9º Distrito Policial, Themildo Duarte, ainda não ouviu a diretora da Escola Estadual Jason Costa e nem um dos vigilantes da unidade de ensino.
Todas as linhas estão sendo investigadas no caso do vigilante Josenilton Pimentel da Costa, 57 anos, sobretudo a hipótese de ele ter sido executado por vingança após ter ameaçado denunciar o tráfico e consumo de drogas na região do entorno da Escola Estadual Jason Costa.
O outro caso este ano foi contra o vigilante da Escola Rosalvo Lôbo, localizada no bairro da Jatiúca, Genílson de Ângelo Pinto, de 44 anos, morto em um tiroteio no local.
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