Religioso contrata segurança depois de ameaça em Minas Gerais


Jornal Ultimo Segundo - 18/05/12: A desocupação de uma área no Barreiro, em Belo Horizonte, por forças policiais graças a uma decisão judicial,ganhou destaque com a prisão do rapper Emicida, no dia 12. Em apresentação na capital mineira, o artista declarou-se favorável à chamada ocupação Eliana Silva, que reúne mais de 300 famílias. Outro capítulo envolvendo a ocupação refere-se ao frei Gilvander Moreira. Liderança que trabalha pelo direito à moradia das famílias, ele vem sofrendo constantes ameaças e precisou contratar por conta própria um segurança.

Foto: Arquivo pessoal - iG
Conhecido por militar em causas sociais, Gilvander disse ao iG que não se intimida com as ameaças sofridas. Na porta de sua casa, onde moram outros 10 freis – em Belo Horizonte, na região da Pampulha – , foram identificados quatro homens perto de um Uno branco, na rua e chuva. Um deles estava com um pedaço de madeira nas mãos.

Frei Gilvander conta que, durante a desocupação no Barreiro, flagrou violência praticada por policiais e até mesmo o desespero de uma mãe impedida de amamentar sua filha de quatro meses, por 36 horas. Pessoas ligadas ao frei estão sendo intimidadas, conta ele. A principal intimidação ocorreu dois dias depois da desocupação.

“Dois freis se assustaram muito e pensaram que seriam atacados. Os estranhos ficaram em campana na porta da minha casa, até o horário em que eu deveria chegar. Curiosamente, justo neste dia, eu tive um imprevisto e cheguei mais tarde em casa. Isso aconteceu na terça-feira (último dia 15)”, contou ao iG o frei Gilvander, atendido pelo Programa de Proteção dos Defensores de Direitos Humanos Ameaçados de Morte, uma iniciativa da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social e da Secretaria de Direitos Humanos do Governo Federal.

Em Minas, o programa surgiu em 2009 e, conforme o advogado André Almeida de Moura, há 48 pessoas atendidas, além de Frei Gilvander. Ele conta que entre os mais ameaçados estão os militantes pela reforma agrária, pelos direitos de quilombolas e militantes ambientais. “Recentemente, em março, tivemos mortes no interior e pedido de inclusão de mais pessoas no programa. Nossa intenção é dar publicidade e em alguns casos pedir escola do poder público para que estas pessoas continuem trabalhando pelos direitos humanos”, explicou o advogado do programa.

Entre os casos mais emblemáticos no País, de assassinatos de líderes a favor de direitos humanos, está o da missionária Dorothy Stang, morta em 2005 por defender o direito à moradia para os mais pobres, mesma causa defendida por Frei Gilvander.

Denise Motta, iG Minas Gerais

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