Jornal Bonde - 13/05/12: O estudante de 18 anos, que teria sido espancado por seguranças do James Bar, em Curitiba, no último domingo (6), teve a perna esquerda amputada no fim da manhã de sábado (12). A cirurgia foi necessária depois que os médicos da Clínica de Fraturas Novo Mundo, onde o jovem está internado, constataram que ele poderia morrer se não passasse pelo procedimento cirúrgico.
A fratura na perna teria sido ocasionada pela agressão sofrida pelo rapaz no bar curitibano. Depois de ter sido espancado, segundo familiares, a vítima foi encaminhada pelo Siate para o Pronto Atendimento do Hospital Evangélico. Conforme boletim médico do hospital, o jovem sofreu uma grave lesão no joelho esquerdo.
Na última terça-feira (8), o rapaz passou por uma cirurgia que durou cerca de dez horas, necessitando de várias transfusões de sangue. Foi retirada a safena da perna direita e transplantada na perna esquerda. Depois do procedimento, o jovem foi transferido para a clínica especializada no tratamento de fraturas. Apesar dos esforços, o problema evoluiu para uma séria infecção e o estudante precisou ter a perna esquerda amputada, que estava com as artérias já obstruídas.
Entenda o caso
De acordo com a versão apresentada pela família do jovem, ele consumiu R$ 60 no bar e, quando se dirigiu ao caixa, verificou que possuía apenas R$ 40 em dinheiro para pagar a conta.
Ao pedir para falar com o responsável pela casa, o rapaz afirmou que deixaria seu telefone celular como garantia de que voltaria para pagar a conta. A gerente do estabelecimento negou o acordo e acenou para que os seguranças retirassem o jovem do bar.
"Numa atitude de medo, defesa e inexperiência frente ao cenário, meu sobrinho se desesperou e saiu correndo. Não precisou de uns cinco passos para que os seguranças o alcançassem, exatamente na porta do bar e de uma maneira covarde, foi fortemente espancado pelos seguranças, vindo a desmaiar", conta Carla Carvalho, tia do estudante.
Outro lado
A gerência do James Bar emitiu comunicado oficial à imprensa lamentando o ocorrido e negando que os seguranças agrediram o rapaz. Na nota, assinada pela gerente do estabelecimento, Ana Patrícia de Mello Raduy, o bar alega que o estudante passou a ser perseguido pelos seguranças depois que tentou fugir sem pagar a conta, e que ele sofreu o acidente, que resultou no ferimento em uma das pernas, enquanto corria.
A Associação Brasileira de Bares e Casas Noturnas (Abrapar) também emitiu comunicado lamentando o fato e desejando que os fatos reais, que ocasionaram na amputação da perna do rapaz, sejam apurados o quanto antes. O presidente da entidade no Paraná, Fabio Aguayo, confirmou que vai participar da sessão desta terça-feira (15) da Assembleia Legislativa do Paraná, a pedido dos deputados, para explicar como é que funciona a contratação da segurança interna nos bares e casas noturnas de Curitiba.
O caso também vai ser investigado pela Polícia Civil da capital. O inquérito deve ser instaurado nesta segunda-feira (14). Outra entidade que acompanha a questão é a Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
Guilherme Batista - Redação Bonde
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