G1.globo.com-07/07/2016: O vigilante de uma cooperativa de crédito de Joinville, no Norte de Santa Catarina, foi indiciado por homicídio duplamente qualificado por ter dado três tiros e causado a morte de um cliente do banco em 27 de junho. A Polícia Civil concluiu o inquérito na quarta-feira (6) e o encaminhará ao Ministério Público na tarde desta quinta (7).
“Concluímos que o vigilante teve a intenção de matar, as circunstâncias e a motivação nos dão a certeza de que este foi um homicídio duplamente qualificado, seja pela motivação fútil ou pela impossibilidade de defesa da vítima”, explicou o delegado Fabiano Silveira.
Discussão banal
Clientes e funcionários relataram ao delegado que os dois homens discutiram por causa da porta giratória, pois Edson Luiz Gadotti, de 35 anos, queria entrar para descontar um cheque minutos após o fechamento do banco.
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| Edson foi morto por vigilante de cooperativa de crédito. Foto: Reprodução/RBS TV |
Além disso, conforme a polícia, o vigilante não disse ou sinalizou que atiraria. "Não há qualquer menção ao uso da arma, além disso, havia uma parede de vidro que servia de proteção ao guarda e impedia o cliente de se defender", explicou.
Conforme Silveira, o MP deve analisar o inquérito e decidir em até cinco dias se oferece a denúncia ou pede para ouvir novamente as testemunhas. O suspeito continua preso no presídio Regional de Joinville.
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| Cliente morreu na hora. Foto: Heverton Ferri/RBS TV |
Conforme o delegado, o cliente havia sido demitido naquele dia de uma autoescola onde trabalhava como instrutor e estava na agência para descontar o cheque da rescisão.
“O rapaz chegou ao banco dois ou três minutos após o fechamento e insistiu para entrar. As imagens das câmeras de segurança mostram que o vigilante e ele discutiram por menos de cinco minutos. O guarda perdeu a cabeça e atirou”, disse o delegado.
A empresa de vigilância afirmou que o empregado era experiente, tinha curso de formação e reciclagem profissional em dia. Ao ser ouvido pela polícia, no dia da ocorrência, o vigilante preferiu se manter em silêncio, de acordo com o delegado. À Polícia Militar, ele declarou que pensou se tratar de um assalto e que por isso atirou contra o cliente.
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