G1.globo.com-17/07/2016: O Tribunal do Júri condenou nesta quinta-feira (14) o ex-vigilante Alexsandro Abílio Farias pelo assassinato do empresário Adriano Henrique Maryassael Campos, de 73 anos, cometido dentro de um banco de Cuiabá, em 21 de junho de 2011. Ele foi sentenciado a sete anos e seis meses de reclusão em regime inicial semiaberto.
O júri foi conduzido pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira, que levou em consideração, na sentença, o fato de o réu ser “primário, possuidor de bons antecedentes e não demonstrar uma vida inclinada à criminalidade” e ter confessado, de forma espontânea, a autoria do crime.
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| Ex-vigilante foragido desde 2011, compareceu ao julgamento conduzido pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira. Foto: Reprodução/TVCA |
O réu se encontrava foragido desde 2011, com prisão preventiva decretada, porém, se apresentou hoje em plenário e, em decorrência da sentença, teve a prisão cautelar revogada, com expedição do alvará de soltura.
Nenhum parente do empresário acompanhou o julgamento. Segundo a promotora Marcelle Rodrigues da Costa Faria, a filha da vítima estava desiludida com a Justiça porque poucos dias depois do crime, o acusado se apresentou em uma delegacia e foi liberado por falta de flagrante.
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| Restaurante que pertencia à família do empresário fechou as portas após o crime. Foto: Reprodução/TVCA |
O homicídio aconteceu dentro de uma agência na avenida Carmindo de Campos, no bairro Shangri-lá. Alexsandro trabalhava como vigilante terceirizado do banco havia três meses. Adriano foi morto com três tiros nas costas dentro da porta giratória, quando estava saindo do banco.
Depois do crime, o então vigilante atirou numa porta de vidro, rendeu um motoqueiro que passava pela via e fugiu com a moto. Alexsandro se entregou à polícia menos de uma semana depois do crime, prestou depoimento e foi liberado, já que não havia mais flagrante.
À época, Alexsandro alegou, em depoimento à polícia, que era constantemente humilhado pelo empresário todas as vezes que a vítima não conseguia passar pela porta giratória do banco, versão que foi sustentada hoje, durante o julgamento. Segundo o ex-vigilante, ele chegou a ser chamado de “macaco preto” pelo empresário.
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| Empresário Adriano Campos foi morto dentro de banco em Cuiabá. Foto: Reprodução/TVCA |
Desentendimentos
De acordo com a juíza, o comportamento da vítima “influenciou para a prática delitiva” pois depoimentos recolhidos durante a instrução processual apontam que o réu foi agredido verbalmente reiteradas vezes porque o empresário não aceitava se submeter ao procedimento de segurança estabelecido pela agência bancária.
“Não é crível o fato da vítima se sentir ofendida diante da obrigatoriedade normativa de se submeter, como todo e qualquer cidadão, ao sistema de segurança da agência bancária, porquanto a norma existe para todos. Logo, não era razoável Adriano exigir tratamento diferenciado e, muito menos, dispensar agressões verbais contra o réu que apenas estava cumprindo com seu dever funcional', afirmou a juíza.
Na sentença, a magistrada argumentou, ainda, que o motivo do crime decorre das “recorrentes violações de cunho pessoal” que a vítima dispensava ao réu.
“No dia do delito, não foi diferente. Percebe-se das imagens colhidas pela câmera de segurança do banco que a primeira atitude da vítima ao adentrar agência foi apostar o dedo em riste contra o réu, segundo ele, para dizer: 'vou te pegar, vou te matar'”, argumentou a juíza.
Lislaine dos Anjos Do G1 MT veja também:


















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