G1.globo.com-12/07/2016: Uma semana após o assalto milionário a uma empresa de transporte de valores em Ribeirão Preto (SP) áudios do Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) revelam a tentativa dos policiais que conter os assaltantes fortemente armados.
O Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC) e a Polícia Federal auxiliam nas investigações, mas até a tarde desta terça-feira (12) nenhum suspeito do crime havia sido identificado ou preso pela polícia.
A ação, na madrugada de 5 de julho, durou cerca de uma hora. A PM estima que 40 homens tenham explodido o prédio da PROSEGUR e usado 15 veículos – três foram queimados e outros sete abandonados em um canavial. Vizinhos da empresa ficaram no meio do fogo cruzado.
"- QRV. Nós estamos na [Avenida] Mogiana e estamos tomando tiro, aqui na Mogiana e estamos tomando tiro. Tem barricada lá.
- Copom, a viatura fica na Mogiana, para aí.
- Copom, deram tiro no transformador e acabou a energia, Copom".
Pelas gravações é possível identificar que a quadrilha realizou ao menos quatro bloqueios a um quilômetro da Avenida Saudade, onde está localizada a PROSEGUR. PMs citam homens armados na Avenida Mogiana, entre as ruas México e Araraquara e atrás de uma faculdade na Avenida Eduardo Andrea Matarazzo.
“- Copom, a troca de tiros é intensa, intensa, manda apoio. Pede para o 51 [batalhão] vir inteiro, Copom.
- Já acionado 51, 43 e quarto do 51.
- Avisa o 51 que não tem como chegar aí.
- Vem no apoio, vem pela [Avenida] Saudade no apoio.
- Tem dois veículos no Cemitério da Saudade fazendo o cerco. Não tem como chegar”.
Na Rodovia Anhanguera (SP-330), em outro bloqueio feito pelo grupo, um policial rodoviário de 43 anos foi morto com um tiro na cabeça. Nas gravações (ouça acima), o colega dele, que estava no local auxiliando no cerco, pede socorro ao Copom.
"- Socorro, socorro.
- Ô Copom, olha o polícia aí no desespero.
- Anhanguera no Graal ele informou QTH
- Socorro
- Resgate já está a caminho
- Prioridade Copom, prioridade, vai esperar que jeito? Socorro.”
Um morador de rua, de 38 anos, que teria sido usado como escudo, também morreu após o assalto. Ele estava próximo a um dos veículos que foi queimado pela quadrilha. A polícia investiga se um corpo achado no Rio Pardo pode ser de uma terceira vítima do crime.
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| Explosões destruíram fachada da PROSEGUR em Ribeirão. Foto: Paulo Souza/EPTV |
Por volta das 4h, as câmeras de segurança vizinhas ao local registraram três explosões na porta da PROSEGUR. Uma das cenas mostra um assaltante encapuzado e com um fuzil nas mãos na esquina. Ele atira para o alto para assustar e impedir a aproximação de alguém.
O bairro ficou às escuras depois que a quadrilha atirou em um transformador de energia. Com o auxílio de lanternas, parte do grupo correu em direção ao cofre da empresa, enquanto o restante deu apoio do lado de fora.
Ainda de acordo com a PM, o grupo estava fortemente armado e tinha desde pistolas a fuzis 556, 762 e ponto 50, munição capaz de derrubar aviões. Dinamite foi usada para explodir o prédio e acessar o cofre.
O diretor do Departamento de Polícia Judiciária do Interior (Deinter 3), João Osinski Junior, disse que o grupo estava preparado para enfrentar um batalhão. O secretário de Segurança Pública, Mágino Alves Barbosa Filho, disse que prender os suspeitos é questão de honra.
Este foi o terceiro crime do mesmo tipo no Estado de São Paulo só em 2016, o que leva a polícia a suspeitar que a mesma quadrilha esteja coordenando os ataques.
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