Folhape.com.br-12/07/2016: Ambulantes que comercializam mercadorias dentro dos carros do Metrô do Recife realizam protesto na manhã desta terça-feira (12) nos arredores da Estação Central. Eles batalham pelo direito de continuar comercializando e acusam os vigilantes do sistema de agir com violência e apreender suas mercadorias.
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| Grupo entrou nos vagões para protestar, mas não comercializou nada. Foto: Alfeu Tavares/Folha de Pernambuco |
O grupo, de aproximadamente 200 pessoas, chegou a fechar a rua Floriano Peixoto, deixando o trânsito complicado na região. O fluxo de carros precisou ser desviado pela rua Barão de Vitória. Com faixas e cartazes, eles gritam frases como "Nós não somos ladrões, queremos trabalhar para ganhar o nosso pão" e "Nós precisamos do metrô e se eles não deixarem, o Recife vai parar".
Controle
Em nota, a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) do Recife afirmou que, "nos últimos anos, o número de ambulantes e ocorrências relacionadas aos mesmos vem aumentando de forma exponencial, somada à crescente insatisfação dos passageiros que utilizam o sistema. Além de assaltos e depredações aos trens, o comércio ilegal gera uma grande quantidade de lixo". O órgão alega ainda que, desde o lançamento da campanha "Metrô sem lixo: Abrace essa ideia!", vem intensificando as ações contra ambulantes no sistema metroviário.
A CBTU afirma que a proibição de comércio ambulante no sistema de trens "é regulamentada pelo Decreto Lei do Governo Federal nº 1832/96 de 4 de março de 1996 Cap. III – Art. 40; e pelo Regulamento do Sistema de Transporte Público de Passageiros através do Decreto nº 14.846 de 28 de fevereiro de 1991. A intenção da Superintendência da Companhia é devolver a tranquilidade e segurança aos passageiros que utilizam o metrô diariamente".
Violência
No protesto, alguns cartazes estão escritos com "Rogério agride os ambulantes. Fora!". Segundo eles, Rogério Araújo seria o chefe da Polícia Ferroviária Federal (PFF) que faz a fiscalização no metrô. Os ambulantes dizem que são levados para uma sala na estação, ameaçados e agredidos, às vezes com choques elétricos. As mercadorias também são tomadas e não devolvidas.
O inspetor da Polícia Ferroviária Federal, Sérgio Miranda, responsável pela segurança do metrô, nega a versão dos ambulantes. Segundo ele, não há repressão com agressão física, nem apreensão - a PFF fica responsável pela fiscalização e apreensão fica a cargo Secretaria Executiva de Controle Urbano (Secon).
Do Portal FolhaPE, com informações de Priscilla Costa, da Folha de Pernambuco veja também:
















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