Vigilantes em greve interditam Portaria 1 da USP - SP


SP
JornalDoCampusUSP-10/12/2013: O portão principal da Universidade de São Paulo foi bloqueado para chamar atenção para a greve dos vigilantes, segunda-feira, dia 03 de dezembro. Os manifestantes, que já haviam realizado outros protestos pela cidade, reindivicam 30% do retroativo prometido por lei e lutam contra a empresa de segurança, Evik, que promove a vigilância na USP.

Foto: Filipe Delia
Luta contra empresa de segurança Evik é um dos motivos da greve.
Foto: Filipe Delia
Segundo Pedro Alexandre de Lima Santos, da Associação dos Profissionais de Vigilância, Segurança e Similares do Estado de São Paulo (APVSSESP), o adicional de 30% com base no salário do vigilante não está sendo pago pelos empresários. Esse benefício foi determinado pela lei 13.740/2012 e assinada pela presidente Dilma Rouseff em 8 dezembro de 2012,. As negociações para conseguir o retroativo ainda não foram iniciadas. O motivo principal que associa a greve à USP é a presença da empresa Evik na universidade. Segundo Pedro Santos, a prestadora de serviços de segurança abandonou seu mandato no campus USP-Ribeirão Preto, sem pagar os funcionários. Ao acionarem a justiça os trabalhadores receberam apenas a metade do esperado. Hoje, a empresa ainda presta serviços no campus de São Paulo e está concorrendo à licitação em Ribeirão Preto.

Conforme Pedro Santos, a Evik também não respeita alguns direitos trabalhistas como a distruibuição de cesta básica e o pagamento de horas extras, e portanto, não poderia participar da licitação. No entendimento da APVSSESP, a reitoria da USP está sendo conivente com a empresa. O próximo passo para os manifestantes será a denunciar a universidade ao Ministério da Justiça.

Contatados pelo Jornal do Campus (JC), tanto a empresa Evik como a reitoria não responderam sobre o assunto até o fechamento desta edição. O JC já tinha noticiado em junho que os vigilantes estavam insatisfeitos em relação às suas condições de trabalho e que o retroativo ainda não estava sendo pago, mas as mudanças reivindicadas ainda não foram realizadas.

Por Sophia Kraenkel

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