Vigilantes de aeroporto em Manaus protestam contra atrasos de salários - AM


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G1-10/12/2013: Vigilantes terceirizados que prestam serviços de segurança no Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, na Zona Oeste de Manaus, paralisaram as atividades, nesta terça-feira (10). Os trabalhadores cobram o pagamento de salários atrasados, além de depósitos de FGTS e INSS, segundo o presidente do Sindicato dos Empregados em Empresas de Vigilante de Manaus, Valderli da Cunha Bernado. A Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) informou que o ato não compromete o serviço no aeroporto.

Foto: Girlene Medeiros/G1 AM
Vigilântes se concentraram na sede da Delegacia Regional do Trabalho.
Foto: Girlene Medeiros/G1 AM
Ao menos 20 vigilantes se concentraram na manhã desta terça na sede da Superintendência Regional do Trabalho no Amazonas, situada na Avenida André Araújo, na Zona Centro-Sul de Manaus. Representantes do movimento foram recebidos pelo superintendente do SRTE, Dermilson Chagas. O resultado da discussão será divulgado pelo órgão ainda nesta terça.

De acordo com Valderli Bernado, o protesto envolve 240 vigilantes que atuam no Eduardo Gomes. O presidente informou que desde às 18h de segunda (9), o local está sem vigilância dos trabalhadores contratados por meio da Empresa Amazônia Segurança e Vigilância Limitada.

"Esse problema afeta também outros trabalhadores que atuam em outros postos da cidade. O atraso ocorre há cerca de oito meses. Além disso, há jornadas de trabalho de até 14 horas. Isso ocorre com mais 500 vigilantes", disse.

Segundo o grupo de manifestantes, a empresa não está repassando o FGTS e o INSS. "Quando olho os extratos, comprovo só que foram passados os valores de dezembro e janeiro. Se é para depositar no quinto dia útil do mês, que isso seja feito. Uma empresa desse porte teria que ter um caixa reserva", disse o vigilante Ronaldo Prestes, de 25 anos.

A vigilante Verônica Vale, 25 anos, fez críticas. De acordo com ela, os trabalhadores são vítimas de assédio e acúmulo de funções. "Eu já fui assediada. Um supervisor me chamou para entrar no carro dele. Pediu meu telefone e eu neguei. Além disso, é comum a gente ter que acumular função. Temos que cobrir horários de funcionários de outra empresa. Temos documento para provar", afirmou.

A Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) informou, por meio da assessoria de comunicação, que o protesto do grupo de trabalhadores não compromete a segurança no Aeroporto Eduardo Gomes. Segundo a assessoria, a Infraero possui contrato com três empresas do setor. Além disso, empregados orgânicos podem assumir os postos de trabalho em casos de necessidade. O G1 entrou em contato com a Empresa Amazônia Segurança e Vigilância Limitada e aguarda a resposta.

Por Girlene Medeiros e Andrezza Lifisitch Do G1 AM

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