O Dia-14/08/12: “Vou detonar. Já respondi por homicídio, sentei no banco dos réus e não tenho medo”. A frase, em tom ameaçador, seria do capitão PM Luciano Martins de Araújo em reunião com ex-funcionários da empresa Alfaseg Vigilância e Segurança, no Hospital do Andaraí, em 20 de junho. Os vigilantes gravaram o áudio do encontro. A revolta do oficial, que até sexta-feira era lotado no Estado-Maior Operacional, na cúpula da PM, era porque os ex-subordinados exigiam o dinheiro da rescisão do contrato na Justiça do Trabalho.
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| Site mostra que a empresa prestou serviços a grandes eventos e personalidades em várias cidades do Rio. (Foto: O Dia Reprodução Internet) |
Embora a Alfaseg esteja em nome da mulher do oficial, era ele, segundo o Ministério Público Federal, quem a comandava. De 2006 a 2011, a empresa prestou serviço ao Hospital do Andaraí. Ao deixar a unidade, ele exigiu que os funcionários demitidos abrissem mão da multa de 40% do FGTS. Em outubro, na hora da rescisão, no Sindicato dos Vigilantes do Rio, no Centro, os ex-funcionários foram obrigados devolver o valor do pagamento à escolta armada da Alfaseg, em cheques que totalizavam de R$ 56.879,21.
Trechos de denúncia do MPF
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| Policial, que administraria a empresa que está em nome da mulher, é acusado de ameaçar advogadas. (Foto: O Dia Reprodução) |
No encontro, sem autorização da direção do hospital, a preocupação do capitão era se a mulher dele iria responder pela cobrança do dinheiro de volta. “Se a minha mulher for indiciada não vou engolir”, ameaçou, criticando a atuação das advogadas do grupo. Adalberto e o capitão foram denunciados à Justiça, mas só o PM teve a prisão decretada. O oficial responderá por cinco crimes, entre eles extorsão.
Absolvido da morte de torcedor
Em 2000, então lotado no gabinete do deputado estadual Domingos Brazão, o capitão Luciano Martins de Araújo foi indiciado pela morte do estudante Flávio Augusto Filho, de 14 anos, assassinado na saída de um jogo entre Flamengo e Vasco, no Maracanã. Flávio era vascaíno. O PM foi absolvido com tese de legítima defesa.
Em 26 de setembro, o oficial retornou à corporação, mas continuou à frente da Alfaseg. O site da empresa na Internet mostra a participação da Alfaseg em eventos importantes, com celebridades, até na Praia de Copacabana, com 200 homens, além de prestar serviços para cervejarias e grandes eventos de esporte.
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