Jornal Banda B - 12/05/12: O jovem Guilherme Carvalho Koerich, de 18 anos, que teria sido agredido por seguranças de um bar de Curitiba no último domingo (6), teve a perna esquerda amputada na manhã deste sábado (12). A informação foi confirmada pelo advogado da família, Edison Rangel Júnior. De acordo com ele, caso a perna não fosse removida, o jovem corria sérios riscos de morte devido à possibilidade de uma grave infecção. "A luta não era mais para preservar a perna dele, e sim a vida", explicou o advogado.
Segundo informações do médico ao representante legal da família de Koerich, a tentativa de recuperar a vascularização do membro não foi concretizada e o sangue coagulado passou a sobrecarregar os rins do jovem, que já realizava hemodiálise. No temor de que houvesse uma infecção que colocaria em risco a vida do estudante, a equipe médica da Clínica de Fraturas do Novo Mundo optou pela amputação.
Investigações
O advogado informou que um inquérito foi instaurado na última sexta-feira (11) para que as investigações sobre o caso sejam iniciadas. "Pelas informações que temos, pela gravidade das lesões e pelas testemunhas que temos, não acredito que essa defesa vai prosperar", afirma o advogado de Guilherme.
Já o advogado que representa o bar, Edward Carvalho, afirmou que, além das imagens do circuito interno do estabelecimento, a defesa já apresentou pelo menos oito testemunhas que negam a ocorrência de agressão ao jovem. "Tem muita gente acusando, mas ninguém ouviu as testemunhas, que são únicas em dizer que não houve agressão. Ele saiu sem pagar, o que é crime", disse Carvalho.
Segundo o advogado, as imagens mostram Guilherme saindo do bar sem pagar a conta e caindo na tentativa de fugir da ação dos seguranças. Carvalho destacou que a acusação ao bar ainda não apresentou nenhuma prova que comprovasse uma possível ação de agressão dos seguranças da casa. "Ele é o único responsável pela tragédia que ele está vivendo e não é com mentira que ele vai corrigir isso", declarou.
OAB e Assembleia Legislativa acompanham o caso
Edison Rangel protocolou um pedido junto à Ordem dos Advogados do Brasil no Paraná (OAB-PR) para que a entidade acompanhe o caso. A vice-presidente da comissão de Direitos Humanos da OAB-PR demonstrou solidariedade ao ocorrido. A Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Paraná, que já acompanha possíveis casos de agressão por parte de seguranças em casas norturnas de Curitiba, também irá assistir esse caso.
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