Jovem espancado por seguranças em bar do Batel reconhece agressores - PR



Jornal Bem Parana - 15/05/12: O jovem Guilherme Carvalho Koerich, de 18 anos, reconheceu a foto do segurança que o teria agredido na madrugada do último dia 6, no James Bar, localizado na Avenida Vicente Machado, em Curitiba. Policiais do 3º distrito policial levaram duas fotos de seguranças que trabalham na casa e o jovem não teve dúvidas em apontar um deles como sendo o autor das agressões.

O advogado que representa a família do jovem assegurou que a vítima não teve dúvdas da identidade dos agressores.

A direção do James Bar nega que o jovem tenha sido espancado e alega que ele tropeçou no desnível da calçada quando tentava fugir para não pagar a conta. Segundo a versão do bar, assim que tropeçou, o segurança caiu sobre o rapaz que teria se ferido na queda.

O estudante permanece internado, mas está fora de pergio, segundo os médicos. Ele teve a perna esquerda amputada no último sábado (12), devido a complicações na circulação sanguínea. A família disse que esta consciente, reafirma que foi agredido e demonstra muita angústia sobre o que vai acontecer em seu futuro devido a ausência de uma das pernas.

Pelo Facebook, o pai e Guilherme, Jonas Koerich, desabafou. “Meu filho sofre, a família sofre, os amigos sofrem, mas busco forças nas manifestações de carinho de todos para poder ajudá-lo nesta nova etapa”, escreveu.

Um inquérito foi instaurado na última sexta-feira (11) para que as investigações sobre o caso sejam iniciadas. O advogado Edson Rangel Junior disse que a versão de que o jovem se machucou na queda, defendida pela direção do bar, não corresponde a verdade. "Pelas informações que temos, pela gravidade das lesões e pelas testemunhas que temos, não acredito que essa defesa vai prosperar", afirmou.

Já o advogado que representa o bar, Edward Carvalho, afirmou que, além das imagens do circuito interno do estabelecimento, a defesa já apresentou pelo menos oito testemunhas que negam a ocorrência de agressão ao jovem. "Tem muita gente acusando, mas ninguém ouviu as testemunhas, que são únicas em dizer que não houve agressão. Ele saiu sem pagar, o que é crime", disse Carvalho.

Segundo o advogado, as imagens mostram Guilherme saindo do bar sem pagar a conta e caindo na tentativa de fugir da ação dos seguranças. Carvalho garantiu que a acusação ao bar ainda não apresentou nenhuma prova que comprovasse uma possível ação de agressão dos seguranças da casa. "Ele é o único responsável pela tragédia que ele está vivendo e não é com mentira que ele vai corrigir isso", declarou.

Uma tia do rapaz apresentou a denúncia à Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrabar-PR). Segundo ela, o jovem teria procurado a gerência da casa porque não tinha dinheiro suficiente para pagar a conta (R$ 60). Pouco depois, o rapaz teria sido abordado pelos seguranças.

Protesto
Os amigos de Guilherme organizam uma manifestação contra a violência por meio das redes sociais. O ato está marcado para acontecer na noite desta quarta-feira (16), às 21 horas, na esquina da Avenida Vicente Machado com a Rua Coronel Dulcídio, no Centro da capital. O local foi escolhido por ser nas proximidades do bar.

De acordo com informações na página do evento no Facebook, 15 mil pessoas foram convidadas para a manifestação e 950 haviam confirmado presença até as 14h de segunda-feira (14). Os organizadores afirmam que não se trata de uma manifestação contra o estabelecimento, mas sim contra a violência.

Debate
A Comissão de Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa se reúne, nesta terça-feira (15), a partir das 10 horas, normas e procedimentos de atuação dos seguranças em bares e casas noturnas, em virtude de recentes incidentes ocorridos nestes estabelecimentos. Empresários e representantes do setor, da Associação Brasileira de Bares e Casas Noturnas (Abrabar) e do Sindicato dos Vigilantes de Curitiba (Sindivigilantes) participam da reunião.

A Abrabar enfiou uma carta sobre o que defenderá na reunião. Eles informam ser a favor da regulamentação do serviço de “bico” de policiais em bares e Casas Noturnas em hora de folga, como ocorre no Estado do Rio de Janeiro. O Deputado Estadual Ney Leprevost estuda a proposta que será defendida amanhã.

Outra medida de segurança defendida pela Abrabar é uma varredura geral da policia Federal em todas as empresas que trabalham com segurança na noite e dia, seja na questão de documentação, qualificação dos trabalhadores e registro.

Banda B

Veja também: Amigos de jovem que teve a perna amputada após suposta agressão marcam protesto - PR

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