Amigos de jovem que teve a perna amputada após suposta agressão marcam protesto - PR



Jornal Banda B - 14/05/12: Os amigos do estudante Guilherme Carvalho Koerich, de 18 anos, que teria sido agredido por seguranças de um bar de Curitiba no dia 6 deste mês, organizam uma manifestação contra a violência por meio das redes sociais. O ato está marcado para acontecer na noite desta quarta-feira (16), às 21 horas, na esquina da Avenida Vicente Machado com a Rua Coronel Dulcídio, no Centro da capital. O local foi escolhido por ser nas proximidades do bar.

De acordo com informações na página do evento no Facebook, 15 mil pessoas foram convidadas para a manifestação e 950 haviam confirmado presença até as 14h de segunda-feira (14). Os organizadores afirmam que não se trata de uma manifestação contra o estabelecimento, mas sim contra a violência.

Guilherme teve a perna esquerda amputada na manhã do último sábado (12). A informação foi confirmada pelo advogado da família, Edison Rangel Júnior. De acordo com ele, caso a perna não fosse removida, o jovem corria sérios riscos de morte devido à possibilidade de uma grave infecção. "A luta não era mais para preservar a perna dele, e sim a vida", disse o advogado.

O pai do rapaz registrou boletim de ocorrência no 3º Distrito Policial (DP), alegando que o filho foi agredido logo após a suposta agressão.

Investigações
O advogado informou que um inquérito foi instaurado na última sexta-feira (11) para que as investigações sobre o caso sejam iniciadas. "Pelas informações que temos, pela gravidade das lesões e pelas testemunhas que temos, não acredito que essa defesa vai prosperar", afirmou.

Já o advogado que representa o bar, Edward Carvalho, afirmou que, além das imagens do circuito interno do estabelecimento, a defesa já apresentou pelo menos oito testemunhas que negam a ocorrência de agressão ao jovem. "Tem muita gente acusando, mas ninguém ouviu as testemunhas, que são únicas em dizer que não houve agressão. Ele saiu sem pagar, o que é crime", disse Carvalho.

Segundo o advogado, as imagens mostram Guilherme saindo do bar sem pagar a conta e caindo na tentativa de fugir da ação dos seguranças. Carvalho garantiu que a acusação ao bar ainda não apresentou nenhuma prova que comprovasse uma possível ação de agressão dos seguranças da casa. "Ele é o único responsável pela tragédia que ele está vivendo e não é com mentira que ele vai corrigir isso", declarou.

Uma tia do rapaz apresentou a denúncia à Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrabar-PR). Segundo ela, o jovem teria procurado a gerência da casa porque não tinha dinheiro suficiente para pagar a conta (R$ 60). Pouco depois, o rapaz teria sido abordada pelos seguranças.

OAB e Assembleia Legislativa acompanham o caso
Edison Rangel protocolou um pedido junto à Ordem dos Advogados do Brasil no Paraná (OAB-PR) para que a entidade acompanhe o caso. A vice-presidente da comissão de Direitos Humanos da OAB-PR demonstrou solidariedade ao ocorrido. A Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Paraná, que já acompanha possíveis casos de agressão por parte de seguranças em casas norturnas de Curitiba, também irá assistir esse caso.

Confira também a matéria do Jornal Bonde:↓
Jovem espancado por seguranças em bar tem perna amputada - PR

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