Jornal Jornale - 15/05/12: Uma audiência pública na Assembleia Legislativa e uma mobilização no centro de Curitiba foram dois dos efeitos provocados pela polêmica provocada pela agressão de seguranças a um jovem. Um estudante de Economia, de 18 anos, precisou amputar uma perna no sábado (12), após incidente no James Bar.
O advogado da vítima, Samuel Ricardo Rangel Silveira, alega que o jovem foi agredido por seguranças. O representante do estabelecimento nega a agressão e diz que o jovem cometeu um crime ao tentar sair do bar sem pagar. Desde o fato, que ocorreu na madrugada de domingo (6), o jovem está internado. Um inquérito policial foi aberto para investigar o caso.
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| O advogado da casa noturna explicou que o jovem tropeçou no meio fio, caiu e o porteiro caiu em cima dele. Foto: Divulgação |
Ainda segundo Carvalho, o estudante disse que estava sozinho e que não tinha para quem ligar. “Toda noite acontece isso em bar, o cara chegar e disse que não tem dinheiro para pagar a conta”, complementou o advogado. Carvalho narrou como ocorreu a confusão. O garoto não pagou a conta e ficou perto da porta por um tempo e depois saiu. O porteiro, então, responsável pelas comandas, vai atrás do jovem.
“Quando ele vê o porteiro ele sai correndo e imediatamente começa o tumulto”, disse Carvalho. O advogado explicou que o jovem tropeçou no meio fio, caiu e o porteiro caiu em cima dele. Para o advogado foi uma fatalidade já que o jovem pesa cerca de 60kg e o porteiro 110kg. Depois disso, ele é levado de volta para a casa noturna e fica sentado recebendo atendimento dos funcionários do bar. “Como ele caiu no chão, bateu nariz e a cabeça no chão deve ter ficado desacordado por um pequeno período”. Segundo Carvalho, ele teve ferimento nas mãos, tomou água, tentou levantar e chegou a mexer no joelho. Carvalho afirma também que o rapaz foi levado para o hospital acordado.
O incidente é contado de maneira diferente pelo advogado que representa a família da vítima. “O bar alega que ele não foi agredido, que ele caiu sozinho. Isso ofende a inteligência mínima, um mero tombo causar uma lesão deste porte”, questionou Silveira. De acordo com advogado, o estudante tentou passar o cartão bancário para efetuar o pagamento, porém, a operação não foi realizada. Quando o jovem percebeu que não tinha dinheiro suficiente para pagar o que consumiu, disse ao gerente que iria deixar o aparelho de telefone celular e a Carteira de Identidade como garantia na casa noturna para voltar no dia seguinte e quitar o débito. A proposta, contudo, segundo Silveira, não foi aceita e os seguranças agiram de forma ostensiva.
“Ele é um garoto novo, inexperiente e achou que era melhor correr para não apanhar”. Silveira contou que o rapaz foi alcançado na rua, foi golpeado e levado desacordado para dentro do bar novamente. “Primeiro chutaram e quando caiu perdeu a consciência”, explicou.
Silveira afirmou também que a versão apresentada pela defesa do bar é inverídica. “O jovem era frequentador do bar. Essa violência gratuita causa indignação na família e em todos. R$ 20 causaram tudo isso”, argumentou o jurista. O advogado rebate aos argumentos apresentados pelo advogado que representa a casa noturna dizendo que há uma tentativa de denegrir a imagem do garoto.
A intenção é apresentar denúncia por, no mínimo, lesão corporal grave. A possibilidade de tentativa de homicídio não é descartada por Silveira que disse que outros elementos ainda serão colhidos para compor a ação.
Amigos e conhecidos do estudante organizam pela internet uma manifestação contra a violência. A ação foi marcada para às 21h de quarta-feira (16), próximo local onde ocorreu o incidente. veja também:















