Jornal do Comércio-18/01/12: Conforme um levantamento feito pela secretaria estadual de Segurança Pública, o número de roubos de carros-fortes no Rio Grande do Sul vem diminuindo nos últimos anos. De janeiro até 12 de dezembro de 2011, não havia sido constatada qualquer ocorrência nesse segmento no Estado, contra apenas duas registradas durante o ano anterior.
Entre os anos de 2000 e 2011, a secretaria havia apurado 39 roubos dessa natureza. O período em que foi verificado o maior número de incidentes foi 2002, com sete ocorrências. Além da tecnologia, a especialização dos profissionais que realizam o transporte de valores foi fundamental para inibir os assaltos.
O presidente do Sindi-Vigilantes do Sul, Evandro Vargas dos Santos, destaca que a atividade precisa ser exercida por pessoas habilitadas para essa espécie de serviço. Os vigilantes são treinados para empregar armas como pistolas, revólveres calibre 38 e espingardas calibre 12. Os cursos são ministrados por escolas credenciadas pela Polícia Federal. “Há todo um preparo para isso”, enfatiza Santos.
O líder sindical relata que a reação em uma situação de assalto depende de cada caso. Se a atitude do vigilante pode pôr em risco a vida de terceiros, a orientação é não reagir. A comunicação entre o contratante e a prestadora do serviço também é muito importante. “Na implantação do trabalho, conversamos com os clientes a respeito de alguns cuidados que eles precisam ter na hora do recolhimento de valores”, conta o supervisor operacional da STV, Jorge Barbosa.
O primeiro deles é quanto ao posicionamento do veículo próximo ao estabelecimento. Geralmente, ele é colocado de forma que, se houver uma tentativa de roubo, possa ser deslocado rapidamente. São avaliados ainda os lugares em que se fixarão os seguranças, os pontos vulneráveis do estabelecimento, e repassados aconselhamentos quanto a procedimentos para o momento do recolhimento do dinheiro. Em algumas ocasiões, é recomendado restringir o acesso de funcionários e clientes durante a ação.
Barbosa revela que, devido às normas das seguradoras, os carros-fortes podem circular no máximo até às 20h, mesmo não havendo uma restrição legal quanto a isso. Depois desse horário, não há cobertura securitária. “As seguradoras acreditam que após esse período aumenta a vulnerabilidade”, diz Barbosa. A STV, usualmente, começa a coleta pelas 8h. O supervisor prefere não revelar todas as providências tomadas pela empresa para inibir os atos criminosos, contudo, adianta que uma das apostas da STV é na tecnologia. Os carros-fortes do grupo são monitorados via satélite, sendo possível acompanhar os trajetos deles pelo computador e realizar intervenções remotas.
O valor a ser movimentado é outro fator que define como será a operação. Até R$ 20 mil, pode ser utilizado um carro leve. Para montantes superiores são empregados os carros-fortes e quatro agentes: o motorista, o chefe da equipe e dois seguranças. O custo do serviço depende de questões como a região em que será feito o trabalho, a distância a ser percorrida, entre outras. veja também:















0 Comentário:
Postar um comentário
Os comentários são de inteira responsabilidade dos autores, não representando em qualquer instância a opinião do Vigilante Tem Notícias. Dê sua opinião com responsabilidade!
Todas as informações publicadas no Vigilante Tem Notícias são linkadas na fonte para os seus sites de origem.
Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.