Jornal Midiamax-14/06/11: Quase três horas. Esse foi o tempo que durou a audiência de testemunhas de defesa do estudante de direito Cristhiano Luna de Almeida, 23, acusado pela morte do segurança Jeferson Bruno Gomes Escobar 23, após uma confusão na madrugada do último dia 19 de março, na boate Valley Pub localizado na avenida Afonso Pena, em Campo Grande.
Um dos chutes dado por Cristhiano pode ter quebrado uma das costelas e perfurado o pulmão do segurança. A defesa do autor quer a desclassificação da acusação de lesão corporal dolosa para lesão corporal seguida de morte, de acordo com o advogado Ricardo Trad.
Em seu depoimento, Luna conta que chegou à boate por volta das 21h30 com um primo, tomou de três a cinco chopes e posteriormente vodca antes de passar a mão nas nádegas de um garçom por duas vezes. “Passei a mão duas vezes, foi uma brincadeira infeliz, de mau gosto”, disse.
Em relação ao fato de ter dirigido frases de cunho racista para o mesmo garçom, como “preto negueba, todos cambada de vagabundo, olha a cara desses malandros”, Luna afirma que usou o termo “negueba” porque o funcionário se parece com o jogador Negueba do Flamengo, time para o qual o autor diz torcer.
Após a “brincadeira infeliz”, Luna conta que foi pego por uma gravata, xingado na portaria, agredido por seguranças e depois jogado ao solo. “Comecei a espernear a esmo para me defender, talvez meu pé pode tê-lo atingido”, disse.
Ele confirmou praticar Jiu Jitsu de forma esporádica desde 2005. Perguntado sobre o momento da confusão, o estudante de direito afirmou que não queria matar. “Em nenhum momento pensei em matar, só queria me defender”, garante.
Na tarde desta terça-feira (14), oito pessoas foram ouvidas, entre elas o delegado plantonista do dia João Eduardo Santana Davanço a delegada responsável pelo inquérito Daniella Kades o professor e presidente da Federação de Jiu Jitsu de MS Edemir Elias Firmino e amigos de Cristhiano que estavam no dia.
Um dos pontos mais tensos da audiência foi quando o advogado Ricardo Trad perguntou para a delegada Daniella Kades se ela saberia o que é dolo eventual, afirmando posteriormente que a mesma deveria retornar ao banco da academia. Depois em entrevista, o próprio advogado redimiu-se e pediu desculpas por ter "se expressado mal".
O representante do Ministério Público, Renzo Siufi indagou três amigos do réu, pelo motivo de afirmarem em depoimento que não sabiam como Cristhiano teria ido embora, porém voltaram atrás nos depoimentos e contaram que saíram do local junto com o estudante.
O juiz da 2ª Vara do Tribunal do Júri, Aluízio Pereira dos Santos, espera as alegações finais da defesa e da acusação até ao próximo dia 21 e posteriormente dará a sentença como absolvição, desqualificação para lesão corporal seguida de morte, ou o próprio homicídio doloso com intenção de matar que consequentemente vai ao Tribunal do Júri.
Diego Alves veja também:














0 Comentário:
Postar um comentário
Os comentários são de inteira responsabilidade dos autores, não representando em qualquer instância a opinião do Vigilante Tem Notícias. Dê sua opinião com responsabilidade!
Todas as informações publicadas no Vigilante Tem Notícias são linkadas na fonte para os seus sites de origem.
Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.