Jornal da Manhã-21/05/11: Crise no Japão pode fechar empresa em Uberaba, este é o argumento usado pela empresa Midori Atlântica Brasil, que anunciou na manhã de ontem a demissão de mais de 60 funcionários do curtume ao chegarem ao local para iniciar suas atividades. Atualmente, a empresa contava com 130 trabalhadores.
Conforme apurou o Jornal da Manhã, quando os operários chegaram à firma pela manhã, se depararam com seguranças armados e uma faixa de isolamento no local que impedia a entrada dos mesmos. Um dos diretores convocou uma reunião geral, onde foi anunciada a demissão de 66 funcionários.
De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Artefato e Curtimento de Couros e Peles de Minas Gerais, em pronunciamento feito pelo chefe de Recursos Humanos, Roberto Fumil Motai, e pelo diretor-geral de Recursos Humanos, Mário Okano, a empresa encerrará as atividades em, no máximo, 40 dias.
O sindicato ainda destaca que os diretores deixaram claro que a empresa pode voltar a atuar na cidade, pois a crise financeira no Japão, provocada pelas catástrofes naturais que atingiram parte do país em 11 de março deste ano, causou queda na exportação. Cerca de 70% da produção da empresa em Uberaba são exportados para aquele país, onde o material recebe pigmentação antes de ser distribuído a indústrias de veículos de várias partes do mundo e apenas 30% permanecem no mercado interno.
A reportagem não conseguiu contato com a empresa em Uberaba, tanto por telefone quanto no local.
O Curtume Atlântica Brasil Industrial Ltda. proporcionou no dia 24 de agosto de 2005, após quatro meses de negociação, a reativação do curtume Podboi, garantindo investimentos de mais de R$30 milhões nas instalações no Distrito Industrial 1. Pico de geração de empregos ultrapassou 500 funcionários. Diretor do Grupo Atlântica Brasil, Noribumi Shiraiashi, anunciou em agosto de 2007 a ampliação da unidade uberabense, afirmando que após o aumento, a produção local alcançaria o mesmo patamar da unidade de Guarulhos, no Estado de São Paulo.
Porém, em março de 2010, o Curtume Atlântica demitiu quase 100 trabalhadores do setor de corte de couro, alegando que parte da produção seria remanejada para outras fábricas do grupo, que tem plantas também em Guarulhos (SP), Penápolis (SP) e Cambuí (MG).
O Curtume Atlântica faz parte do conglomerado japonês Midori, com sede em Tóquio. Chegou ao país em 1972, sendo que em Uberaba abriu sua terceira linha de produção. Entre seus clientes, montadoras de automóveis como Honda, Mitsubishi e Toyota.
Demissões. De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Artefato e Curtimento de Couros e Peles de Minas Gerais, Nilton Satil Parreira, ainda não houve entendimento de quem ficará responsável pelas homologações e rescisões dos funcionários demitidos. Ele se dispôs a mandar quatro homologadores para realizar o processo todo em um dia, já que, segundo ele, a Gerência Regional de Trabalho faz apenas 10 rescisões por dia, mas depende de posicionamento da empresa. veja também:














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