Jornal Infonet-04/04/11: O vigilante Jorge Alves da Silva, 41 anos, está hospitalizado há pouco mais de três meses e a família denuncia negligência médica por parte da equipe de ortopedista do Hospital de Urgência de Sergipe.
| Nilma: "Não quero levar meu marido no caixão" |
Cirurgias
Nilma ainda explicou que no momento da entrada o paciente passou por cirurgias ortopédicas e plásticas. ”A equipe que fez as cirurgias plásticas acompanhou todo o processo diariamente. Não temos o que reclamar, mas a ortopedia, que no dia da cirurgia colocou um fixador no cotovelo esquerdo, deixou de acompanhar. No dia 11 de fevereiro, quando foi feito a retirada do fixador, ele teve febre, contraiu bactéria, e o seu estado de saúde se complicou”, denuncia.
A esposa de Jorge ainda contou a equipe do Portal Infonet, que foram realizadas três cirurgias de enxerto. “Todos os enxertos que foram feitos já foram perdidos, porque sem o acompanhamento ortopédico o osso perfurou novamente os lugares enxertados. Toda vez que isso acontecia eles apareciam e cortavam o osso, mas agora não tem mais o que cortar porque o que aparece é o parafuso”, relata.
Ferimentos
Ainda de acordo com Nilma Lima, o ferimento continua aberto e cheio de secreção. “Está uma coisa horrível, saindo secreção purulenta e essa ortopedia não faz nada. Inclusive a equipe da cirurgia plástica deixa recados nos prontuários pedindo um posicionamento por parte da equipe de ortopedista, mas nada é feito e meu marido fica cada dia pior”, ressalta ela, mostrando as fotos cronológica do pé do esposo a cada cirurgia, as quais o Portal Infonet decidiu não publicar por serem muito fortes.
| Jorge está no isolamento por conta de bactérias multiresistentes |
De acordo com Nilma, um novo contato foi feito com a promotora Euza Missano e uma nova audiência já foi marcada. “Na próxima terça-feira [5] terá uma nova audiência e eu espero que dessa vez a situação seja resolvida, porque não vou morar para sempre em um hospital e nem quero levar meu marido em um caixão para casa”, indigna-se Nilma
Huse
A equipe do Portal Infonet entrou em contato com a diretora clínica do Huse, Lícia Cavalcante, que mesmo em período de férias, tomou conhecimento do caso e explicou a situação do paciente e da ortopedia. “Antes mesmo de sair de férias nós já estávamos acompanhando esse paciente, que está sendo assistido por uma equipe de profissionais e está sendo cuidado. O grande problema é que ele está com bactérias multiresistente e não pode ser transferido”, explica.
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| Drª Lícia: O paciente está sendo assistido por uma equipe |
A diretora ainda esclareceu que essa situação já é do conhecimento do Ministério Público, do Município e do Estado, e que existem esforços para que tudo seja resolvido. “ Pensamos na possibilidade de se fazer um mutirão da ortopedia, mas a falta de profissionais dificulta esse trabalho”, ressalta Lícia.
Em relação ao paciente a diretora explicou que diversas cirurgias já foram feitas. “ Ele já foi submetido a algumas cirurgias, mas por conta da infecção ele não pode ser operado. Existe um problema com a ortopedia? Sim, mas no caso dele não depende só da equipe, depende do caso. Antes de sair de férias a informação é que ele passaria por um exame para verificação da infecção, caso fosse negativo, ele passaria pela cirurgia ortopédica. Acredito que o resultado da infecção tenha dado positivo e por isso ele não foi novamente operado” explica Lícia. veja também:















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