Jornal O Norte-26/12/10: Todo ano é a mesma rotina. Chegada as festas de final de ano, a família da professora Elizabete Gomes Oliveira, que reside no bairro do Alto Branco, Zona Norte de Campina Grande, sempre viaja para o litoral do estado deixando o imóvel por mais de dez dias completamente sozinho. Acreditando que nada de anormal iria acontecer, no ano passado, eles se surpreenderam quando retornaram à cidade e encontraram a residência invadida e os pertences roubados.
Desde então, resolveram investir em um sistema de segurança e quando precisam sair, não deixam mais o local sozinho. "Quando a questão são os assaltos, agente tem a impressão que nunca vai acontecer conosco. Antes de ter minha casa arrombada, e um prejuízo de mais de R$ 20 mil, achava desnecessário investir em segurança privada. Aprendi da pior forma possível" declarou a vítima.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Condomínios da Paraíba (Secovi), Inaldo Dantas, a história de Elizabete se confunde com a de dezenas de moradores do estado que, por falta de atenção e prevenção, terminam se transformando em vítimas fáceis para os bandidos que agem de forma muito intensa, nesta época do ano. A delegacia de Roubos e Furtos contabiliza do início do ano até agora, mais de 350 crimes contra o patrimônio, deste total, a maioria foi praticada nos períodos de festa, como o São João e os feriados prolongados, como Semana Santa, Natal e Réveillon.
Para o delegado Francisco de Assis Silva, titular da delegacia que investiga este tipo de crime, a prevenção ainda é o melhor remédio. "Antes de viajar, o cidadão deve ficar alerta e cumprir alguns procedimentos que nós classificamos como padrão mas que podem fazer toda a diferença. Não é aconselhável deixar o imóvel sozinho. O interessante é que se pague uma pessoa que possa ficar no local durante a ausência da família. Outra orientação é sobre o sistema de segurança, não adianta ter um alarme ou uma cerca elétrica que não funcione corretamente e um serviço de monitoramento que acompanhe a residência em tempo real".
Ainda segundo o delegado, outro ponto que merece a atenção do cidadão é a escolha correta da empresa que vai prestar o serviços. "Não adianta contratar qualquer pessoa. As vezes, os bandidos são os próprios vigilantes que fazem aquelas rondas em motocicletas. O importante é contratar uma empresa séria, reconhecida e tenha registro aqui na Polícia, isso por que quando um crime acontece, nós poderemos identificar de forma muito eficiente os profissionais que estavam atuando na área. Às vezes, o barato termina saindo caro", completou. veja também:














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