Jornal R7-26/10: O delegado titular do 100º Distrito Policial (zona sul), Ulisses Augusto Pascolati, ouviu, na manhã desta terça-feira (26), o vigia da empresa de ônibus que teria se desentendido com o diretor do Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo, Sérgio Augusto Ramos, assassinado na estrada de M'Boi Mirim na madrugada de segunda-feira (25).
O funcionário teria discutido com Ramos minutos antes do assassinato, impedindo sua entrada na garagem da empresa. No entanto, segundo a polícia, o vigia nega o desentendimento e diz que, como diretor do sindicato, Ramos não precisaria de autorização para entrar no local. Por isso, uma acareação será feita entre o vigia e o amigo do sindicalista, que estava com ele no momento da execução.
De acordo com o delegado, o caso será encaminhado, ainda nesta terça-feira, para o DHPP (Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa), que dará continuidade ao processo.
Investigação da Promotoria
O promotor Roberto Porto, responsável por investigação de corrupção dentro do sindicato, diz que o assassinato de Ramos é um agravante no inquérito, mas que ainda não é possível relacionar a morte do sindicalista às denúncias.
O diretor do sindicato foi umas das seis pessoas ouvidas pelo Ministério Público. Em seu depoimento, prestado no dia 10 de março deste ano, Ramos confirmou a denúncia feita por outros integrantes da organização.
De acordo com Porto, ainda não há previsão de término para a investigação, porém, sigilos bancário e fiscal de membros da diretoria do sindicato já foram quebrados. veja também:














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