O problema do roubo de armas dos vigilantes, segundo a ótica do presidente do Sindvig - GO


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DM-01/12/2013: Semana passada estivemos aqui neste valoroso e democrático espaço que o jornal Diário da Manhã concede ao debate de ideias à sociedade para demonstrar uma série de problemas que acometem o exercício da profissão de vigilante.

Problemas que vão desde a falta de valorização salarial, mas principalmente as péssimas condições de trabalho e exploração a que nossa categoria vem sendo submetida no ambiente de trabalho.

Questão que de tão grave envolve risco de vida, não só do próprio vigilante, mas também das pessoas que estejam no local por ele vigiado.

Trata-se de uma prática que tem se tornado cada vez mais comum e frequente: o roubo das armas dos vigilantes.
Imagem: Reprodução/Google Imagens
No local de trabalho, em raros casos, os vigilantes são colocados em locais estratégicos, guaritas, por exemplo (como há em alguns bancos), para que ele possa se defender de ter sua arma roubada por bandidos. Pois os meliantes chegam às vezes em duplas, trincas, e rapidamente rendem um vigilante, que trabalha só, em locais que necessitavam de muitos outros profissionais dando apoio.

Isto nada mais é que fruto da ganância dos donos das empresas de vigilância, que na contenção de gastos para obterem lucros, os mais altos possíveis, deixam de contratar mais pessoal, e deixam de fornecer as devidas possibilidades de maior segurança, como a instalação de cabinas blindadas, que dificultem o acesso dos bandidos, e permita ao vigilante trabalhar com mais presteza e segurança.

O resultado disso é que, por mais preparado que o vigilante seja, pode haver confronto, resultando-se em possíveis tragédias, inclusive com bala perdida.

Mas o pior resultado disso é que a arma roubada do vigilante tem destino certo: vai pro mundo do crime, do tráfico de drogas, assaltos etc.

O Sindvig, que é o Sindicato dos Vigilantes de Goiânia, tem reiteradamente denunciado o problema e lutado para que a situação seja resolvida.

Por mais incômodo que seja, a instalação de portas giratórias, com mais detectores de metais, nos lugares onde sejam possíveis instalá-las, é também uma solução.

Insistimos em que a contratação de mais vigilantes para um mesmo local, ou seja, que as empresas trabalhem com o máximo de vigilantes possíveis é também outra solução.

Recentemente tivemos dois exemplos de que a quantidade de vigilantes e a colocação deles em locais estratégicos, surte mais efeito para evitar crimes, inclusive o roubo de armas.

Um destes exemplos foi uma tentativa de ação criminosa no Supermercado Barão, em Aparecida de Goiânia, onde companheiros vigilantes da empresa Gentleman, com muita precisão evitaram a ação. Mas isto, frise-se, porque estavam ali vigilantes na quantidade necessária que deve haver.

O vigilante não chega na profissão despreparado. Tem que passar por um curso de formação em academias de preparação, com reciclagem a cada dois anos.

Mas não há preparação que dê conta de um contra um bando. Portanto, contratar mais pessoal para os postos de serviço, e equipar os mesmos com guaritas é a solução para evitar a prática criminosa.

E é assim também que evitaremos a vulnerabilidade do roubo de armas de nossos companheiros e companheiras vigilantes.

Portanto, é em cima desta bandeira de luta que o Sindvig continuará insistentemente se debruçando.

E vamos à luta!

Por Márcio Brito, presidente do Sindicato dos Vigilantes de Goiânia - Sindvig | Diário da Manhã

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