RedeBomDia-02/02/13: Insatisfeitos com um reajuste que não verificaram nos salários de janeiro, vigilantes de Bauru e de quase todo o Brasil cruzaram os braços ontem, em ato de protesto.
A manifestação se concentrou na Praça Rui Barbosa, com direito até a um “apitaço”, mas espalhou por toda a cidade, onde os vigilantes estariam em serviço.
O setor mais afetado foi o bancário. “Tivemos 100% das agências da CEF (Caixa Econômica Federal) e parcial dos demais”, afirmou o presidente do sindicato que representa os vigilantes em Bauru e região, José Antônio de Souza.
Ele antecipou ontem ao BOM DIA que não está descartada uma nova paralisação, prevista para a próxima semana. “O movimento será avaliado. Vamos ver a repercussão junto aos empresários”, diz.
No que depender da disposição patronal, até uma eventual greve pode ser deflagrada na próxima semana. O sindicato das empresas diz que não haverá nenhum pagamento adicional até que haja a regulamentação da nova legislação.
No caso, trata-se da Lei 12.470/12, de 8 de dezembro de 2012, que determinou o pagamento de 30% adicional de periculosidade para a categoria.
“Eu trabalho em uma área de risco iminente de explosão e, apesar disso, não ganho nenhum adicional”, desabafou o vigilante Luciano de Santana, que atua junto à ferrovia.
Renato Alves de Moraes diz já ter ganhado um ação movida justamente para resguardar esse direito. “Terei nova audiência nos próximos dias. A minha conquista será a de toda a categoria”.
A manifestação de ontem foi encerrada ao meio-dia, com uma passeata. Alguns vigilantes doaram sangue para garantir o direito legal de abonar o dia.
Bancários recomendam fechamento aos bancos
Por conta da paralisação dos vigilantes, os sindicalistas bancários informaram que comunicaram às agências que encerrassem o expediente por motivo de segurança. “É uma atitude correta tanto para nossos colegas quanto para os clientes”, frisou o diretor Marcos Lenharo.
1.024 Reais é o salário base de um vigilante.
Categoria tem reajuste anual de 3% desde 2008
Além dos 12% pleiteados pela aprovação da nova lei, os vigilantes já têm direito ao reajuste anual de adicional de risco de 3% ao ano, desde 2008, de acordo com um acordo coletivo. Apenas por isso, o salários já tiveram aumento de 15% nos últimos cinco anos.
750 Vigilantes trabalham em Bauru, diz sindicato.
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