R7-02/02/13: Os seguranças que trabalhavam na boate Kiss, onde mais de 230 pessoas morreram em Santa Maria (RS), começaram a ser ouvidos pela polícia. Segundo o delegado Sandro Meiners, um dos responsáveis pelo caso, uma das questões a serem investigada é se os profissionais fecharam a porta, impedindo a saída do público.
Neste sábado (2), um deles prestou depoimento, mas de acordo como o delegado Meiners, o segurança ouvido ficava monitorando a pista de dança e por isso não soube explicar o que teria acontecido na saída.
— Ele não auxiliou nessa questão. Acabou não colaborando, não trazendo nada novo.
De acordo com a polícia, entre 10 e 20 profissionais faziam a segurança do local divididos entre o monitoramento da pista de dança e a saída. Esta semana, outros seguranças que trabalhavam na Kiss também serão ouvidos, alguns deles estão internados e só após receberem alta poderão prestar depoimento.
Incêndio
O incêndio dentro da boate Kiss no centro de Santa Maria, cidade a 290 km da capital, Porto Alegre, aconteceu na madrugada de 27 de janeiro, durante a apresentação da banda Gurizada Fandangueira. Segundo testemunhas, durante o show foi utilizado um sinalizador — uma espécie de fogo de artifício chamado "sputnik" — que ao ser lançado atingiu a espuma do isolamento acústico, no teto da boate. O fogo se espalhou em poucos minutos.
A casa noturna estava cheia na hora que o fogo começou. Cerca de mil pessoas estariam no local. O incêndio provocou pânico e muitas pessoas não conseguiram acessar a saída de emergência. Os donos não tinham qualquer autorização do Corpo de Bombeiros para organizar um show pirotécnico na casa noturna. O alvará da boate estava vencido desde agosto de 2012, afirmou o Corpo de Bombeiros.
Ao entrar na boate Kiss, em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, para socorrer as vítimas do incêndio ocorrido na madrugada deste domingo (27), os bombeiros se depararam com uma barreira de corpos.
O comandante-geral do Corpo de Bombeiros do Rio Grande do Sul, coronel Guido Pedroso de Melo, descreveu a situação.
— Os soldados tiveram que abrir caminho no meio dos corpos para tentar chegar às pessoas que ainda estavam agonizando.
Vanessa Beltrão, do R7 veja também:















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