G1-01/02/13: Pelo menos metade dos vigilantes de 44 cidades na região de Ribeirão Preto (SP) paralisaram as atividades nesta sexta-feira (1º). O Sindicato dos Vigilantes e Seguranças estima que 1,5 mil dos 3 mil vigilantes da região já aderiram à manifestação que foi organizada para pedir o pagamento de um adicional de 30% de periculosidade, aprovado em dezembro do ano passado.
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| Foto: Stella Reis / EPTV |
Sertãozinho, Bebedouro, Orlândia, Serrana, Jaboticabal e Ituverava são alguns dos municípios em que os vigilantes também pararam. “Em algumas cidades menores, como São Joaquim da Barra, todos os funcionários ainda estão trabalhando, mas prevemos que a paralisação seja geral até o fim do dia”, disse o diretor do sindicato, José Ângelo Pita, que liderou o movimento em Ribeirão.
Pita contou que desde 1996 a categoria brigava para que fosse considerada como trabalho de alta periculosidade na Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT). O pedido foi sancionado pela presidente Dilma Roussef em 8 de dezembro de 2012, mas apenas a Caixa Econômica Federal colocou os 30% de abono nos editais, segundo o diretor. “Hoje é só uma advertência. Se até o quinto dia útil de fevereiro não recebermos essa porcentagem, entraremos em greve por tempo indeterminado.”
O advogado do sindicato, Eduardo Augusto de Oliveira, explicou que os bancos estão utilizando uma brecha na lei para argumentar o não pagamento dos 30%. “O setor patronal se nega a aplicar porque diz que [a lei] precisa de regulamentação do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O MTE, por sua vez, diz que a lei é autoaplicável, então é um jogo de empurra-empurra”, afirmou.
Ribeirão Preto
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| Foto: Adriano Oliveira / G1 |
Segundo Oliveira, os banco não podem funcionar sem seguranças, sob pena de serem multados pela Polícia Federal. A estimativa é de que 850 dos 1,5 mil vigilantes na cidade tenham parado até o momento. No período da tarde, o protesto seguirá pelas Avenidas Nove de Julho e Presidente Vargas.
Clientes prejudicados
O movimento supreendeu a dona de casa Marta Sakomura, que mora no Parque São Sebastião e foi até uma agência na Praça XV de Novembro para pagar uma conta que venceu nesta quinta-feira (31). “Perdi meu tempo à toa, ninguém dá explicação para a gente. O que faço agora? Vou ter que pagar multa na segunda-feira?”, disse.
O aposentado Virgílio dos Santos reclamou que terá dificuldade para pagar as contas com os bancos fechados. “Sou idoso e não sei usar caixa eletrônico, nem internet. Mas fazer o que? É um direito deles.”
O diretor do Procon de Ribeirão Preto, Paulo Garde, explicou que os juros de contas atrasadas serão cobrados normalmente porque a paralisação não atinge todas as agências bancárias. “O consumidor vai ter que procurar outro banco que esteja aberto ou buscar alternativas como casas lotéricas, correspondentes bancários ou a internet."
Febraban
A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) informou em nota que o Ministério do Trabalho e Emprego já comunicou oficialmente a formação de um grupo técnico para redigir as condições de aplicação da lei que estabelece o pagamento do adicional de periculosidade, após sua regulamentação. “Portanto, reivindicação de aplicação imediata é descabida”, disse a nota.
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| Manifestantes entraram nas agências com apitos e buzinas para retirar vigilantes à força em Ribeirão Preto. Foto: Adriano Oliveira / G1 |


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