Jornal Correio 24horas - 20/06/12: Um vigia da pousada onde Rosenilda do Rosário Coelho, 28 anos, estava hospedada confessou nesta quarta-feira (20) ter matado a mulher na ilha de Itaparica, segundo informações da 24ª Delegacia. Claudemilson Cardoso dos Santos, 28 anos, disse que agiu tomado pela fúria depois de uma discussão com a vítima, que foi encontrada na praia com sinais de estrangulamento e pancadas na cabeça.
"A gente tinha uma suspeita, mas ele ia contando uma coisa, contando outra. A gente teve que ir pegando as contradições dele e ir investigando. Até que agora de tarde ele confessou tudo", diz o delegado Lúcio Ubiracê, titular da 24ª DT.
O crime aconteceu no apart-hotel Privilege, na praia de Cacha-Pregos. Única pessoa que estava no local no momento do sumiço de Rosenilda, Claudemilson contou várias versões à polícia sobre o que teria acontecido com ela - primeiro dizendo que, ao chegar de uma viagem de um dia a Nazaré, ela resolveu sair para ver o por-do-sol.
Ainda segundo o delegado Lúcio Ubiracê, o vigia contou que Rosenilda saiu pela manhã para Nazaré e voltou por volta das 17h15. Depois de guardar as compras e malas, ela desceu para saber se Claudemilson tinha dado água e ração a seu cachorro, que ficou só o dia todo - o marido de Rosenilda, francês, está na Europa.
Irritado, ele respondeu que não era empregado dela, e sim da pousada. Rosenilda, que é amiga da dona do local e tinha o costume de sempre se hospedar lá, ameaçou então ligar para a proprietária para se queixar. Com raiva, ele subiu as escadas atrás dela e, no corredor, apertou o pescoço até que a vítima desmaiasse. Depois, deu uma gravata que quebrou o pescoço de Rosenilda.
Tiros e artes marciais
Claudemilson trabalhava na pousada há 2 meses. Antes, ele fez um curso de vigia onde aprendeu noções de tiros e artes marciais.
O crime aconteceu por volta das 17h30, ele escondeu o corpo e deixou dar 21h para colocar o corpo em um carrinho de mão e levar até a praia, onde abandonou o corpo. Antes, ele ainda limpou o chão com detergente. Ele também roubou três celulares e um relógio da vítima - apesar do roubo, o delegado acredita que o crime não foi motivado por isso. "Ele disse que "subiu um ódio" nele depois que ela disse que iria reclamar à dona da pousada", explica.
Ouvido desde o dia do crime como testemunha, Claudemilson confessou o crime na tarde de hoje e foi autuado em flagrante por homicídio triplamente qualificado, por motivo fútil, não dar chance de defesa e ocultação de cadáver. A pena vai de 12 a 30 anos de prisão. O vigia já tinha passagens na polícia por abusar sexualmente da própria filha e por descumprimento de pensão alimentícia. veja também:















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