Jornal G1 - 03/05/12: O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) deve concluir nesta quinta-feira (3) o inquérito que apura as denúncias de pagamento de propina a um vereador de Londrina para evitar a instalação de uma Comissão Processante (CP) na Câmara Municipal. Segundo o promotor Cláudio Esteves, os cincos presos por suspeita de envolvimento no suborno devem ser denunciados por corrupção ativa e formação de quadrilha.
Em entrevista ao Bom Dia Paraná, da RPC TV, Esteves ainda comentou que o Gaeco deve pedir a prisão preventiva, por tempo indeterminado, dos três presos na terça-feira (1º), o vereador Elior Valença (PHS), o diretor de participações da Sercomtel Alysson Carvalho, e o chefe de gabinete da Prefeitura de Londrina, Rogério Ortega. A prisão temporária deles tem a validade de cinco dias, por isso o pedido da prisão preventiva.
Eles foram presos para que não atrapalhassem o andamento das investigações.
"Na nossa ideia não há a possibilidades que essas pessoas sejam colocadas em liberdade justamente porque elas podem atentar contra o andamento normal da instrução. Seja do inquérito, seja do processo. Por isso, na nossa visão é necessária a prisão preventiva", afirmou o promotor.
Nesta quinta o Gaeco vai trabalhar na análise das gravações obtidas pelo vereador Amauri Carvalho, alvo do esquema de propina, e repassadas ao Ministério Público. Caso as investigações não sejam concluídas até o fim do dia, será aberto um novo inquérito com as últimas informações constatadas.
Prefeito Barbosa Neto (PDT)
Na quarta-feira (2), o prefeito de Londrina, Barbosa Neto (PDT), afirmou que acredita na inocência no chefe do gabinete dele, Rogério Ortega. Eles prestou depoimento ao Gaeco sobre a tentativa de corrupção. "Continuo acreditando na inocência deles. Eu não acredito realmente que ele tenha feito este tipo de ação", disse o prefeito, que descartou a demissão dos funcionários.
Comissão Processante aberta
A CP foi aberta na quinta-feira (26) e vai averiguar denúncias de que seguranças terceirizados, que foram contratados para atuar na administração municipal, trabalhavam dentro da rádio da família do prefeito.
De acordo com um documento prévio que pediu a instalação da CP, no holerite dos seguranças o município aparecia como pagador. O documento tem 19 mil páginas e também traz indícios de outras formas de desvio de dinheiro público. O contrato previa o emprego de vigilantes apenas para profissionais com cursos específicos, porte de arma e habilidades necessárias para garantir a segurança de prédios públicos. Mas, havia funcionários sem essas qualificações que recebiam salários como se fossem vigilantes.
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Do G1 PR, com informações da RPC TV Londrina veja também:














