Família de Reginaldo aceita acordo - MT



Jornal Diário de Cuiabá-09/06/11: A família do estudante e vendedor ambulante Reginaldo Donnan Queiroz, que morreu em setembro de 2009 depois de ter sido espancado por seguranças do Goiabeiras Shopping, aceitou a proposta de indenização por danos morais e materiais apresentada pelos advogados do estabelecimento comercial. O acordo foi selado ontem, durante audiência de instrução entre as partes na 7ª Vara Cível de Cuiabá. O valor da indenização não foi divulgado. O processo será arquivado.

Mãe de Reginaldo, morto após ser espancado
 dentro do shopping
Logo no início da audiência, em que seria julgada o pedido inicial da família de R$ 3,5 milhões, um dos advogados do shopping fez uma proposta de conciliação com a família. O advogado Hélio Nishiyama pediu para falar a sós com a mãe da vítima e Luciano dos Santos Queiroz e, minutos depois, informou que a família estava disposta a fazer o acordo.

O defensor e os advogados do shopping pediram então ao juiz da 7ª Vara Cível, Elinaldo Veloso Gomes, para que o valor da proposta não fosse divulgado. O juiz disse que a ata da audiência seria divulgada na internet com a decisão, porque o caso não está em segredo de justiça. Os advogados, então pediram a suspensão da audiência e o juiz aceitou.

Nenhum dos advogados quis falar sobre o valor da proposta feita à família. Dona Odaísa Santos Queiroz, que chorou muito durante a audiência, também não informou de quanto seria a indenização, mas confirmou que eles estavam dispostos a fazer um acordo porque vai abreviar o sofrimento da família. “O acordo é razoável. Mas não tem dinheiro que pague o que aconteceu, nada vai trazer meu filho de volta. Uma vida custa muito mais”, disse. Ainda não há data para a próxima audiência entre as partes.

Reginaldo entrou no shopping Goiabeiras no dia 29 de agosto de 2009 para comprar ingressos para uma micareta. Ele vestia roupas simples, um chapéu do tipo mexicano e carregava consigo mercadorias de seu trabalho como vendedor ambulante. Foi perseguido pelos seguranças do shopping enquanto esteve no local, fato relatado pela própria vítima em uma carta escrita no estabelecimento, de onde tentou sair, mas foi chamado de volta.

Horas depois, Reginaldo saiu do local carregado de forma camuflada e algemado em um contêiner de lixo, depois de ter sido sistematicamente espancado por seguranças do estabelecimento. Dois dias depois, morreu em decorrência da surra no Pronto-Socorro Municipal de Cuiabá.

Quatro seguranças foram a júri popular pelo crime. Jeferson Medeiros, chefe da segurança no Goiabeiras, e Ednaldo Belo foram condenados, respectivamente, a 23 e 12 anos de prisão pelo espancamento. Valdenor de Moraes e Jorge Nery, que teriam cuidado da sala onde ocorreu o crime, foram absolvidos.

Carolina Holland da Reportagem

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