Jornal Portal Comunitário-14/12/10: Apesar da data-base da categoria ser apenas em 1º de fevereiro, o Sindicato dos Vigilantes de Ponta Grossa e Região já começou a se articular para avaliar as reivindicações e acertos a serem feitos. Várias assembleias já foram feitas nas cidades de abrangência do Sindicato. Agora, a meta é levar os resultados das assembleias para as negociações com o Sindicato das Empresas de Segurança Privada do Estado do Paraná (Sindesp-PR), que representa a classe patronal.
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| José Nilson Ribeiro |
Esse é um procedimento de rotina, feito todo ano, de acordo com o presidente. Esses encontros são importantes para que o Sindicato possa conversar com os trabalhadores sobre a pauta da futura negociação com os patrões. O espaço de diálogo também é aproveitado para divulgar várias outras informações necessárias para os trabalhadores, e que não estão diretamente ligadas à discussão da data-base, como por exemplo, a situação da categoria de um modo geral e das empresas de vigilância (tanto a nível estadual como também a nível nacional), entre outros assuntos.
“Nas assembleias, nós aproveitamos para fazer um balanço do ano, já que nós estamos indo na base, até os trabalhadores. Além de discutirmos a pauta, as cláusulas econômicas e cláusulas sociais, nós fazemos um balanço geral das empresas, da categoria e os atos praticados pelo Sindicato. A gente faz uma prestação de contas”, diz José Nilson. Ainda segundo ele, as assembleias também ajudam a responder vários questionamentos dos trabalhadores. Por isso, o Departamento Jurídico também participa dessas reuniões, para explicar o que a categoria pode conseguir no próximo acordo coletivo com os patrões.
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| José Maria Vieira |
Quanto às negociações com os empregadores, José Nilson explica que é necessário ter bom senso. “Nós sempre procuramos fazer os acordos para aumentar o piso salarial com base na inflação. Nós não abusamos com cláusulas exorbitantes. Se a inflação está em torno de 5% ao ano, não podemos chegar lá e pedir 20% de aumento. Mas nossos pedidos são um pouco acima da inflação, para termos margem para negociar”, explica o presidente do Sindicato.
Outro ponto importante nas negociações da classe dos vigilantes é o chamado risco de vida, que é um percentual calculado a partir do piso da categoria e que os trabalhadores tem o direito a receber, por conta do trabalho arriscado. Atualmente, o piso salarial de um vigilante é de R$ 996,00. O risco de vida é de cerca de 10% sobre esse valor, o que é relativamente bom se comparado com outros estados, de acordo com José Nilson. Porém, o ideal para a categoria seria de 30%. Além do risco de vida, existe mais um adicional no salário do vigilante: o vale-alimentação, de cerca de R$ 12,00 diários.
José Nilson afirma que a luta para o ano que vem será pelo aumento para R$ 15,00 no vale-alimentação, 10% de aumento no salário (a inflação gira em torno de 5,25%), e avançar gradativamente na questão do risco de vida, que de 10% passaria para 20%. Essas reivindicações são apresentadas ao sindicato patronal (Sindesp-PR) na chamada data-base. veja também:
















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