Jornal G1-15/12/10: O presidente do Sindicato dos Camelôs Independentes de São Paulo (Sindcisp), Afonso José da Silva, morto nesta quarta-feira (15) no Brás, na região central de São Paulo, chegou a receber ameaças por telefone na semana passada, segundo o segurança Carlos Derlan Costa da Silva. Ele trabalhava com o sindicalista havia oito anos e realizava uma fiscalização quando ocorreu o crime. Afonso foi baleado dentro da sede do sindicato.
Carlos da Silva contou que o presidente vivia acompanhado por seguranças 24 horas por dia. Mas, na tarde desta quarta-feira, enviou seus auxiliares para uma ação de fiscalização. Por volta das 15h, segundo ele, o dirigente cuidava de dois cães rottweilers no fundo do sindicado quando três homens perguntaram por ele. “Imediatamente, a cozinheira disse que ele estava nos fundos. Eles foram até lá e disseram ‘Afonso, pegamos você’”, contou.
Segundo o segurança, o sindicalista ainda tentou correr, mas recebeu tiros na barriga e nas costas. Os agressores fugiram em duas motos. O prédio do sindicato possui câmeras de segurança, mas elas estavam desligadas, de acordo com o funcionário. Carlos Silva disse que o presidente recebeu ameaças por telefone e o número era de um aparelho público. Ele afirmou que foram registrados vários boletins de ocorrência.
O funcionário contou que Afonso tinha vários rivais, que querem “tomar a presidência do sindicato”. Os seguranças estavam a menos de um quilômetro do prédio quando foram informados que o presidente havia sido baleado. Ele chegou a ser socorrido por volta das 17h no Hospital do Tatuapé, mas morreu em seguida, segundo a Secretaria Municipal da Saúde. Por volta das 19h30, peritos estavam na sede do sindicato.
Silva denunciou, em 1999, a Máfia dos Fiscais, um suposto esquema de recebimento de propina de camelôs no Brás. Na época, sofreu um atentado dentro de casa e sobreviveu a quatro tiros.
Outros casos
Esse é o terceiro sindicalista morto em São Paulo em dois meses. O diretor de base do Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus São Paulo, Sérgio Augusto Ramos, foi morto com cinco tiros em 25 de outubro enquanto fazia panfletagem. O crime foi na frente da Viação Itaim Paulista (VIP), na Estrada do M'Boi Mirim, Jardim Ângela, Zona Sul da capital. Dois homens em uma moto dispararam cinco tiros em sua direção.
Três semanas depois, no dia 12 de novembro, outro diretor do sindicato, José Carlos da Silva, foi morto de maneira parecida. Silva foi atacado por dois homens numa moto, em uma rua da Zona Norte da capital. veja também:














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