Jornal Diário Catarinense-13/12/10: O Ministério Público de Santa Catarina ajuizou ação civil pública para investigar a qualidade e a eficiência de serviços prestados no Hospital Infantil Joana de Gusmão, em Florianópolis. A promotora Sonia Maria Demeda Groisman Piardi, da 33ª Promotoria de Justiça da Capital, baseou-se em denúncias como falta de identificação dos pacientes internados, de medicamentos e do despreparo dos vigilantes terceirizados.
As denúncias são do advogado Gilberto Lopes Teixeira, que recentemente teve um sobrinho internado no hospital. Teixeira relatou que a criança, de quatro anos, teve problema digestivo e intestinal, mas que uma auxiliar de enfermagem queria levá-lo para fazer enxerto no pé.
Declarou, ainda, que pediu duas vezes que identificassem os leitos do quarto coletivo para evitar erros:
– Por duas vezes impedimos a auxiliar de aplicar o remédio do paciente do lado (com nome parecido) no meu sobrinho – explica.
Teixeira conta ter presenciado a troca de leitos em função da estrutura do oxigênio não estar funcionando, mas sem atualizarem a identificação dos leitos no novo layout. Para o advogado, os profissionais terceirizados de vigilância mostram despreparo para atender e prestar informações.
No relato, também encaminhado ao setor de Ouvidoria do hospital e à Secretaria de Estado da Saúde, o advogado diz que a família esperou três dias por um leito individual, mesmo tendo plano médico particular. Enquanto isso, havia apartamentos individuais vazios. Outra questão é a privacidade das crianças e adolescentes em situação pós-operatória. Meninos e meninas, algumas vezes sem roupas devido aos procedimentos, ficam em leitos lado a lado sem separação por biombos ou cortinas.
– As condições físicas não são boas. Mobília com ferrugem, condicionadores de ar sucateados, sem revisão e limpeza dos filtros. Percebe-se, também, reclamação de baixos salários, profissionais exaustos e estressados com a falta de pessoal, estrutura e condições adequadas – conta.
Conforme Teixeira, sua crítica é para que o serviço melhore, e que pais, servidores e enfermeiras teriam agradecido a ele pelas denúncias.
– Lembro de duas mães que, depois de verem nossas críticas expostas, vieram nos agradecer, dizendo que o tratamento havia mudado. veja também:














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