Jornal Notícias Terra-05/11/10: Quatro policiais militares (PMs) suspeitos de matar o vigilante Emerson Heida, 29 anos, foram presos nesta sexta-feira pela corregedoria da Polícia Militar (PM) em São Paulo. O vigilante havia desaparecido no dia 10 de setembro em Paralheiros, zona sul da cidade, junto com Edson Edney da Silva. Eles foram vistos pela última vez em uma abordagem policial. O vigilante foi encontrado morto no dia 23 de outubro no bairro, e Edson permanece desaparecido.
Assim que começou a investigação do caso, a corregedoria da PM consultou diversos relatórios das viaturas da área de Parelheiros, onde o corpo de Emerson foi localizado, e identificou uma diferença de quilometragem em um veículo utilizado por um 2º tenente e três soldados.
De acordo com o 1º tenente Claudio Cesar Capelani, porta-voz da corregedoria da Polícia Militar, a viatura, comparada aos demais carros, apresentava mais que o dobro da quilometragem. Desde então, os quatro PMs ficaram à disposição da corregedoria para investigação. Depois de conhecida a irregularidade, foi realizada uma perícia na viatura utilizada pelos policiais.
Vestígios de sangue humano foram identificados no guarda-preso do carro, onde os detidos são transportados. A partir disso, o material colhido foi confrontado com o DNA dos familiares das vítimas e do corpo carbonizado de Emerson. Na noite de quinta-feira, a Polícia Científica chegou à conclusão de que havia semelhança entre eles.
Outro fator que está auxiliando as investigações é a descoberta de que um dos policiais suspeitos tinha uma desavença com o vigilante, que teria o agredido antes de atuar como policial. A corregedoria da PM determinou a prisão preventiva dos suspeitos e, por volta das 6h desta sexta-feira, a Justiça Militar decidiu prendê-los temporariamente no presídio Romão Gomes.
Outro corpo foi localizado na região de Parelheiros, mas, segundo o porta-voz da corregedoria, não é possível afirmar que ele seja de Edson. "Não posso dizer se esse corpo tem envolvimento, porque está sendo investigado", afirmou Claudio Cesar Capelani.
Comandantes são afastados
O secretário da Segurança Pública de SP, Antonio Ferreira Pinto, afastou hoje o comandante do 50º Batalhão de Polícia Militar Metropolitano (BPM/M), tenente-coronel Ednaldo Cirino dos Santos, e o comandante da Companhia de Força Tática do 50º BPM/M, capitão Henrique Mota Neves, que tinham sob comando os quatro policiais militares suspeitos de participar da morte do vigilante.
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