Jornal O Diário-07/02/12: Proprietários de empresas de transporte de valores e funcionários não chegaram a um acordo sobre o reajuste salarial, após reunião na noite desta segunda-feira (6). Uma audiência no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), em Curitiba, a partir das 10h desta terça-feira (7), deve decidir o destino da greve. O Sindicato dos Bancários de Maringá prevê mais um dia de problemas nas agências de Maringá, caso o empasse continue.
Funcionários da categoria de todo o Paraná estão em greve desde a última quarta-feira (1º). Algumas agências da Caixa Econômica e Banco do Brasil de Maringá já limitam o valor de saques, tanto de caixas eletrônicos como na boca do caixa. Também foi registrado falta de dinheiro em vários terminais em toda a cidade.
"Hoje é dia de pagamento para muitas pessoas, por isso as agências devem estar movimentadas. Como não é possível fazer o transporte de dinheiro, cada banco está se virando como pode, com reservas que conseguiram acumular, depósitos ou dimininuindo a quantidade de caixas eletrônicos funcionando. Se a greve perdurar, a tendência é que a situação fique cada vez mais crítica", alerta o presidente do Sindicato dos Bancários de Maringá, Claudecir de Oliveira Souza.
Retomada parcial
A expetativa dos grevistas é de que a Justiça determine que 30% dos trabalhadores retomem as atividades, para minimizar o desabastecimento dos bancos. Os demais devem seguir em greve.
O chefe de equipe de carro forte e líder sindical que representa os funcionários de Maringá, Reinaldo Gouveia Terrão, diz acreditar que até o meio-dia desta terça-feira a greve deverá ter uma solução. "O tribunal vai julgar e alguma decisão será tomada. De qualquer forma a greve continua, pelo menos até que a justiça se manifeste".
Conforme Terrão, um acordo não foi firmado ontem, pois muitos pontos que já estavam estipulados verbalmente entre as partes, foram anulados. "Os patrões chegaram a oferecer um aumento de 7%, mas voltaram atrás. Queríamos equiparação de salários entre os funcionários que trabalham em carros leves e fortes, também queríamos que as horas paradas fossem repostas em oito meses, e não em quatro como eles sugeriram. Vários pontos que já haviam sido acordados, foram retirados de pauta", explica.
Por Rubia Pimenta | Edmundo Pacheco veja também:















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